Dindi, a coisa mais linda que inexiste

Posted on novembro 6, 2011

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Por Thiago Tiara

Gravada pela primeira vez em 1959 por Sylvia Telles, Dindi tornou-se um sucesso instantâneo, se sagrando como uma da mais famosas e importantes composições do maestro Tom Jobim, tendo centenas de regravações.

Oito anos depois de lançada, ganhou o mundo na voz dos mitos da música norte americana, Frank Sinatra e Ella Fitzgerald, a Primeira Dama da Canção.

A música foi feita especialmente para Sylvinha, mas muitos se enganam em pensar que ela foi a musa inspiradora. Na verdade, Dindi, que é a coisa mais linda que existe, não existe. Aliás, existe sim, mas não é uma mulher e sim um morro próximo ao sítio de Tom, em São José do Rio Preto, então bairro de Petrópolis, hoje já emancipado.

“Tom via o rio passar, roncando nas pedras, as águas espumaradas. Aquele ruído o apaziguava. Na outra margem, começava o pasto que ia dar no morro do Dirindi. ‘Dindi’ não era, como muitos pensavam, um nome de mulher. Mas sim toda aquela vasta natureza e seus segredos”, afirma sua irmã, Helena Jobim.

Essa capacidade criativa e sensibilidade são alguns dos motivos que fazem do nosso maestro uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical. Tom Jobim é o maior expoente de todos os tempos da música brasileira pela revista Rolling Stone.

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