Oh, Anna Julia!

Posted on outubro 24, 2011

0



 

Por Bruna Garcez

“Fiquei conhecida na faculdade, saí na capa de jornais e revistas, tirei fotos nas ruas e dei autógrafos. Eu não me reconhecia na imagem que criavam de mim e, por esse motivo, não conseguia aproveitar a fama para me promover”, assim declarou a musa inspiradora da canção, na época com 21 anos. Os que têm menos de 15 anos talvez não reconheçam o nome Ana Julia, mas quem já era grandinho o bastante para ouvir a rádio em 1999 com certeza vai se lembrar a quem me refiro.

Na época, produtor da banda, Alex foi nada mais nada menos que o responsável pela criação da canção, o single foi inspirado em uma de suas paixões. Nos anos 90, a banda Los Hermanos, influenciada pelo rock e samba e por letras estilo Jovem Guarda, lançou o álbum homônimo Los Hermanos, que tinha “Anna Julia” sendo a composição principal. Com indicação ao Grammy de 2000 e consagração do grupo pelo Abril Pró Rock como nova promessa do pop-rock nacional, graças ao novo hit, a banda estourou nas paradas de sucesso. A música repercutiu não só nas rádios de todo o país, mas em todas as classes sociais e em diferentes eventos, como feiras agropecuárias, estádios de futebol e micaretas.

Confissões da musa

Dez anos depois, a ex-estudante de jornalismo da PUC do Rio, Anna Julia Werneck, relembrou o fenômeno que virou sua rotina de pernas para o ar. “Quando foi composta a música, eles ainda não faziam sucesso e o que aconteceu era impossível de se prever. Foi uma surpresa para todos. Por mais que você imagine certa repercussão, não dava para pensar que ia ser a música do ano, vivi uma experiência engraçada”, declarou Anna Julia.

Retratando um pouco do passado, dez anos depois, a musa escreveu na orelha do livro “A música que mudou a minha vida”. A obra, escrita pelo autor Robin Benway, conta a história de Audrey Cuttler, uma menina que ganhou uma música do ex-namorado, e assim como Ana Júlia, ficou famosa com o sucesso da canção. “Eu li o livro e me identifiquei de verdade com a Audrey. Muitas histórias que acontecem com ela são parecidas com as minhas. Assim como eu, ela não pediu nada. Isso simplesmente ocorreu na vida dela e as pessoas passaram a interpretar a história, cada um da sua maneira”, relatou Anna Julia. “Até hoje, quando vou aos lugares as pessoas perguntam se sou eu a Anna Julia. Às vezes eu minto, digo que não sou eu, não”, confessa.

 

Anúncios